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Estética (Kathrin H. Rosenfield)

23 / 09 / 2021 | Publicações

“Mais do que uma introdução à história da estética, este livro é antes uma apresentação sintética dos objetivos e dos problemas que a estética coloca hoje como disciplina acadêmica e como base teórica da crítica da arte” (ROSENFIELD, Estética, p.7). É assim que Kathrin H. Rosenfield dá início a sua obra chamada Estética. Para a referida obra, a autora nos propõe o seguinte percurso: ao início, seremos levados à Antiguidade, na qual a autora se concentra nas investigações de Sócrates, Platão e Aristóteles sobre o Belo.

Em seguida, nos são apresentados alguns percursores da atividade filosófica de Kant acerca da beleza. Podemos citar, então, os ingleses Anthony Ashley-Cooper, 3.º Conde de Shaftesbury (1673-1713), Francis Hutcheson (1694-1746) e David Hume (1711-1776). Entre os franceses, temos Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) e Denis Diderot (1713-1784). Entretanto, tanto para os citados filósofos ingleses e franceses, Rosenfield ressalta um ponto em comum: “a convicção de que a experiência da beleza na arte teria um elo íntimo com o bem moral” (ROSENFIELD, Estética, p.23). Em sequência, somos conduzidos à Estética de Kant (1724-1804) e, de acordo com a autora, seu grande mérito está em sua capacidade de se desvincular da maioria dos pressupostos históricos e conceitos culturais que pesam sobre o belo e a arte.

Por fim, chegamos a Hegel, que investiga a arte como um fenômeno histórico e como articulação lógica do espírito. “A Estética de Hegel não é uma simples aplicação prática da teoria estética, é uma guinada delicada que muda totalmente o lugar atribuído ao juízo de gosto e à experiência estética por Kant” (ROSENFIELD, Estética, p. 38).

Interessou-se pelo conteúdo? A referência para o livro aqui exposto é a seguinte: ROSENFIELD, K. H. Estética. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.

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