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Já ouviu falar em: Hans-Georg Gadamer?

9 / 09 / 2021 | Publicações

Nascido em Marburgo, Alemanha, no ano de 1900, Gadamer possui formação em Filosofia e Filologia. Foi discípulo de Heidegger e dedicou estudos em relação a filosofia grega antiga, Hermenêutica , Estética, Ética, Educação e Existencialismo, entre vários outros temas.

Grande intérprete de Hegel, Platão e dos historicistas, Gadamer vê nos gregos e, principalmente, na dialética platônica um modelo de saber ancorado na historicidade e no finito da existência. Sua principal obra, “Verdade e Método”, é extremamente cara para as questões sobre a Hermenêutica filosófica, visto que contribui na reformulação deste campo filosófico.

O autor versa, em geral, sobre o tema da compreensão, direcionando o tratamento do problema da experiência fora do eixo puramente cientifico. Propondo, com isso, uma perspectiva a partir da linguagem, da obra de arte e da história.

Ao longo de suas obras, temos, também, demarcada uma diferença entre a hermenêutica que pensamos com uma mera interpretação de textos e a Hermenêutica filosófica que visa uma ideia de compreensão, voltada ao universal, e até para nós mesmos. Deste modo, o leitor-interprete, ao se aproximar do texto, carrega suas pré-concepções e faz o primeiro esboço de interpretação, com base em uma memória cultural (de mitos, teorias e até linguagem).

Mas, após isso ele retoma o texto elaborando outras interpretações, por ai ele segue até o infinito, pois o trabalho do hermeneuta é uma tarefa infinita e do possível.

Portanto, no campo da estética, o humano faz experiência da verdade, na medida em que é realmente modificado por seu diálogo com a obra. A experiência estética não é mais considerada uma questão de gosto, expressão usual após Kant, como um tipo de experiência que só se preocupa com as qualidades “formais” das coisas, e não as concebe como produtos históricos. Ao encontrar uma obra de arte ou um documento do passado, este é um fato histórico novo que pertence realmente à história dessa obra, assim como à nossa história das interpretações. O que de certo modo é aprofundado no conceito de “consciência histórica”.

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Bibliografia e indicações de leitura: REALE, G.; ANTISERI, D. Filosofia: De Nietzsche a escola de Frankfurt, vol. 6 São Paulo: Paulus, 2006;HUISMAN, Denis. Dicionário dos Filósofos;GADAMER, Hans. Verdade e Metódo.