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O homem sem talento de Yoshiharu Tsuge, e a filosofia de Shaftesbury e Denis Diderot

2 / 08 / 2021 | Publicações

Hoje, traremos tanto elementos próprios da filosofia quanto elementos típicos da cultura oriental! Seremos mais específicos: já pensaram em unir filosofia com mangá?

É o que nos propõe Matheus Amaral, um dos integrantes do Peripacast, ao aproximar “O homem sem talento” de Yoshiharu Tsuge, e a filosofia de Shaftesbury e Denis Diderot.

Nas palavras de Amaral: “A posição do personagem recorda em muito as teorias Estéticas do filósofo Diderot, que embora defendesse a beleza natural, somente o belo apresentado na natureza não era suficiente, precisando que o artista empenhasse a melhora da beleza que a natureza dispõe, ou seja o trabalho da arte e seu sentido de levar a contemplação para além do natural.

Diderot se põe como um crítico ferrenho dos ideais do filósofo inglês Shaftesbury que concebia a beleza ligada com a utilidade. Diderot defendia o belo natural, e a ideia de que o fato de um objeto servir para algo não o tornaria mais ou menos belo, na verdade a beleza viria da ordem simetria e relação entre as coisas, o que rememora um pouco a ideia das pedras que se parecem com montanhas, em algum momento estas pedras foram admiradas (como apresentado na história), mesmo sem elas terem algum uso necessário.

Sendo assim, entre o âmbito da estética diderotiana e do existencialismo proposto pela obra “Homem Sem talento” de Tsuge, qual a posição da arte na sociedade capitalista? A utilidade é aquilo que prevalece na arte ou dentro do conceito de uma sociedade capitalista, ela não passa de um fato de inutilidade sem beleza?”

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