Escolha uma Página

Olympe Gouges – Pioneira Sufragista

13 / 10 / 2021 | Publicações

Olympe de Gouges, pseudônimo de Marie Gouze, dentre outras coisas, foi uma feminista, ativista política e dramaturga. Sua principal obra sobre o feminismo é a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã (1791), que foi dedicada à rainha Maria Antonieta com o pretexto de ser apresentado na Assembleia nacional; vale destacar que foi, também, uma versão crítica da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789). Nesse texto, de Gouges, revela o porquê foi uma das predecessoras do movimento sufragista, seu escrito tinha o intuito de convencer as mulheres a sair do anonimato que lhes era imposto, buscando a emancipação feminina através do exercício da cidadania.

De Gouges, em pleno século XVIII, explicita a opressão da mulher e reivindica a igualdade de direitos, para ela, a mulher é racional e deve ter seus direitos naturais assegurados, entre os quais, a liberdade, propriedade, segurança e resistência à opressão. Defende a liberdade de expressão das mulheres, exigindo a livre comunicação dos pensamentos e opiniões, bem como a presença das mulheres em espaços públicos e o exercício dos mesmos cargos e funções. Dessa forma, inscreve-as na vida política, jurídica e social, principalmente concedendo o direito de acesso ao voto e capacitando-as à tomada de posição sobre os compromissos conjugais e separações, prefigurando o feminismo moderno.

Além disso, de Gouges, integrou o grupo político girondino, foi abolicionista e humanista sob o Período do Terror. Exigia a libertação dos escravos nas colônias francesas, a abolição da pena de morte e o princípio de solidariedade com os mais pobres. Assim, ela incita uma revolução com reivindicações feministas sem precedentes, urge a necessidade de criar uma nova Constituição, um novo sistema político e de redefinir toda a hierarquia social. Vítima de seu século, e por suas convicções, Olympe de Gouges foi guilhotinada em 3 de novembro de 1793, e enquanto se dirigia ao seu destino final, gritou à multidão: “Filhos da pátria, vingareis a minha morte!”. De Gouges, soube pensar à frente de seu tempo e nunca se satisfez com a realidade irreverente na qual esteve constrangida. Influenciadora de Mary Wollstonecraft e de gerações seguintes, ao olhar ativo de Gouges, só poderia corresponder uma realidade resistente.

Não deixe de curtir e compartilhar este artigo com seus amigos!